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Mostrando postagens com o rótulo Mensagens e Reflexões

Tecnologia e o nosso futuro

  Tecnologia e o nosso futuro Vivemos num mundo em que as tecnologias se tornaram num bem acessível à grande maioria das pessoas; uma criança hoje já nasce com um computador na mão, e as consequências disso nós não sabemos. É como uma nova roupa, ou um tratamento médico, um medicamento, um novo emprego, não sabemos se será bom ou ruim, até que os sinais transcorram com o tempo. Assim nossa vida está permeada de realidades que ignoramos, e cujas consequências, boas ou nefastas, não passa em nossa mente, exceto, talvez, aquela falseada esperança de que tudo caminha para uma melhoria ascendente sempre. Esquecemos que o homem é um ser que pode caminhar para trás, e em verdade, quem conhece minimamente a história, vê que a história do homem não é uma reta ascendente, que evolui, mas é um zigue-zague correndo dos desafios que por toda parte o obrigam a sobreviver e agir. Também as nações ziguezagueiam de um lado a outro, caindo e se levantando, morrendo e nascendo, e o sentido delas, em...

Lições de escrita apr(e)endidas

  Lições de escrita apr(e)endidas Na ordem intelectual ou puramente artística é importante ir escrevendo à medida que se lê. Antonio Albalat Interessante observa ção; não achava que fosse tão importante para a vida intelectual a anotação; que seria a reflexão sobre a leitura que fosse introduzindo no íntimo da memória a articulação daquelas ideias, mas agora vejo que não é bem assim, por mais boa memória que se tenha, é sempre necessário anotar as apreensões que se tem inicialmente, porque elas fundamentam as reflexões posteriores de maneira mais vivaz, nítida e não sombreada pela oscilação das muitas vozes que circundam o pensamento após a leitura diversa de muitos autores distintos. (Nota sobre A Arte de escrever em 20 lições) Não basta seguir este conselho, o de anotar suas impressões e apreensões de leitura, tem que anotar suas observações da vida, porque a matéria da mente se perde nos recônditos inacessíveis da memória, até que por algum milagre alguma coisa surja como q...

Quem lê hoje em dia?

Estes dias estava eu vendo uma informação de quantos livros leem por ano a medianidade da população de vários países, como a informação já era de terceira via, preferi dar uma pesquisada na internet e assim '‘averiguar’' por mim mesmo as informações. No site do UOL, apresenta-nos uma informação de que os franceses leem em média 21 livros por ano, enquanto que o Brasil lê em média 5, o que é até bastante. Outra pesquisa, Instituto Pró-Livro, aponta que o Nordeste é onde mais se lê. Em João Pessoa, 64% da população é leitora regular, algo impressionante. Se contarmos pelo número de horas em média, a Índia fica em primeiro lugar, com quase 11 horas de leitura de livros por semana; Tailândia, China e Filipinas, todos asiáticos, ficam em seguida. E embora estivesse o Brasil numa não tão ruim posição, com 5 horas em média de leitura de livros por semana, a informação aponta que esta faixa está concentrada entre os estudantes, crianças e adolescentes, especialmente, o que quer di...

Descobrindo o "eu"

Pouca reflexão fazemos da nossa vida para percebermos nela a unidade narrativa que ela é: somos todos um livro cujas páginas são escritas às várias mãos, de amigos e inimigos, de familiares e colegas, de trabalhos e escolas, de interesses sociais e amores, e uma parte disto é o que poderíamos chamar do eu, que anda muitas vezes trancafiado nas profundezas de seu próprio ser só engolindo os seres de outros seres, de outros eus. É verdade que o caminho de descoberta de si não se passa pela ruptura com amigos, inimigos, família, com trabalhos, nada disto; se passa pelo seguir exatamente neste caminho e absorvendo o que nós mesmos vimos e encontramos dentro de nós pelo espelho da realidade exterior. O mundo se divide em interior e exterior, o interior é o próprio eu numa matéria-prima potencial o tempo todo trabalhada e retrabalhada, nunca esgotada em si; o exterior é matéria-prima para o interior e ao mesmo tempo é o seu agente formulador, o progenitor do eu, mas não isoladamente. Existe ...

Natal: Tempo de Esperança

A cada ano o valor do Natal diminui porque as pessoas estão perdendo a fé em si mesmas, no futuro e na bondade. Parece duro o que digo, mas não é, uma sociedade que aceita normas pela sobrevivência já é uma sociedade que está morrendo. vivemos numa sociedade enferma de espírito, de cultura, de sadia relação com o outro eu, uma perda abissal da empatia que fora substituída pela norma. A norma é uma senhora muito estranha, ela chega devagar como uma imposição quase natural ao modo como a casa procede, e quando menos se pensa lá está ela mandando no jeito que se limpa o fogão, como se limpa a pia e os talheres, de quanto sal se põe na comida, o frango não pode ser frito, tem que ser assado, diz em alto e estridente som. Ela é mandona, turrona, mas agora que foi recebida por um contrato já não quer sair da casa. Quando menos se nota, os moradores da casa saem e esquecem que os donos da casa são eles, então ela manda e comanda o que nunca lhe pertencera. O Natal é o dia que Nosso Senhor ...